sábado, 18 de fevereiro de 2012

Um discursinho não mata ninguém...


Vivemos encapsulados em função das doutrinas que escolhemos,
das verdades que levantamos, e dos caminhos que tomamos.
Temos que manter cuidado com as coisas que escutamos e que lemos.
Poderemos crer nelas, e tomá-las para balizar nossas ações na vida,  
E elas igualmente nos encapsulam e nos limitam.
A maioria dessas verdades só servirá para nos aprisionar mais e mais ao nosso cárcere.
Onde estarão, afinal, as estrelas-guias do nosso viver?
Com certeza bem longe das doutrinas reles.
Não devemos crer em verdades absolutas, pois ali sempre jaz uma pitada de morte.
Devemos desconfiar das frases bem feitas,
Dos ensinamentos que jamais conseguiremos cumprir,
Devido a própria configuração da essência humana.
 Atente a esse imperioso dito: "Amas teu próximo como a ti mesmo." 
Nada vai tão contra a natureza humana que tal princípio.
É impossível amar a todos,
Inda mais, como se fosse a nós mesmos. 
Muitos são até indignos do nosso simples cumprimento.
Outros mal conseguem amar a si próprios, que dirá amar o próximo.
Viu como é fácil sermos levados  à uma trajetória impossível?
 Conceitos que não nos libertam, e ainda nos causam remorso pelo fracasso.
Por nos sentirmos inapto à bondade esperada,
Fazendo emergir a sensação constante de angústia e incompletude em nosso ser.
Devemos nos fiar mais na intuição e no nosso sentir,
Do que no tanto de ensinamentos, que diariamente, nos atiram aos olhos e aos ouvidos.
Prometendo-nos a paz e a felicidade. 
O que nos sobra então para guiar e apontar a trilha?
A nossa própria verdade, que é aquilo que cremos num dado momento.
É o "bom" para nós, e não o "certo" dos dogmas. 
É aquilo que nos faz bem,
Que nos faz felizes,
Que acomoda e alivia nossa alma.
Por fim...
Devemos apostar nas nossas atitudes.
Precisamos ousar mais, e "fazer acontecer".
Não podemos somente "pensar" a vida,
Ela insiste em ser vivida e desenrolada tal qual um carretel. 
Existimos sob o "princípio da constância":
Ele versa que todo ser nasce e já começa a morrer.
Que a direção mais fácil e comum é o caminho da morte.
Assim sendo, alterar esse traçado é o que consiste "o viver", 
Desígnio que todos empreendem, porém poucos cumprem.
De subjugar e vencer a "não-vida" que impera  em nós, 
E que se camufla e disfarça sob formas de passividade, acomodação e conformismo.
Viver é não se dobrar, não se render ao nada.
Não ter atitudes, e nada fazer; é algo indigno de um ser vivo.
É preferível que nossas ações sejam imperfeitas a que nulas.
Mesmo  não sabendo bem o que deve ser feito, é melhor que façamos algo,
Ainda que correndo o risco de errar.

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