sexta-feira, 5 de abril de 2013

Renascimento



Quando nascemos nos separamos do corpo da mãe, passando de um mundo interno para um outro mundo externo,
através da ruptura do cordão umbilical.

Em algum outro momento da nossa vida teremos que "nascer de novo", na medida em que será necessário fazer mudanças drásticas em nossa existência, que serão equivalentes à decisão de "nascer ou não-nascer".
Não será fácil romper, cortar e decidir.
Será como a nossa passagem pela vagina da mãe no ato do nascimento, ou seja, uma passagem assustadora e traumática de um mundo para o outro, de um universo para outro.
O que há de mais importante neste novo nascer ou "renascimento" é que, desta vez, não mudará apenas o mundo, mas o sujeito mudará também.
Assim, eu mudo junto com o meu mundo, e ao entrar em outro mundo, também eu serei outro, diferentemente de quem eu era.
É justamente neste ponto que irrompe a resistência das pessoas, e muitas irão estacionar neste patamar de desenvolvimento psíquico, e não seguirão adiante, como se elas não quisessem, ou se recusassem a nascer e a crescer.
"Resisto porque não quero crescer".
E por que uma pessoa se recusaria a crescer, me perguntaria você?
Eu te diria que devido ao "medo".
Medo de não conseguir completar todo o processo completamente e suficientemente.
Visto que estamos a falar de um renascimento, a pessoa acredita que só há ressurreição com a passagem pela morte.
E ninguém aceita morrer primeiro para ressuscitar depois.

Consequentemente desistem de nascer.
Que pena!
Nunca saberão o que estão a perder...


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