terça-feira, 22 de abril de 2014

Bem perto de ti


Há pessoas que precisam enxergar a "outra" em seu campo visual para crer que ela existe e de que estão juntas.
Se o outro se ausenta de seu espaço físico por algum tempo, automaticamente surge-lhes um desespero, como se tivessem sido abandonados ou de que o outro não voltará mais.
Por vezes quando te leio tenho esta impressão, de que sentes como se eu estivesse muito longe de você, numa distância imensa...
Como se o meu afastamento fosse tamanho, que você jamais poderia novamente me alcançar....
E nestes momentos também percebo que sentes como se morressem ou apagassem os sentimentos que nos unia.
É como se minha distância geográfica ou a minha ausência física fizessem igualmente desaparecer a consistência da nossa ligação e dos sentimentos que até então nutríamos um pelo outro.
Sinto que sempre vivencias tais momentos como uma separação ameaçadora e cruel, e parece-me que isso tudo vive a te perseguir.
Penso, entretanto, que isso não é algo atual ou recente.
Talvez esse medo sempre tenha feito parte de tua vida.
Concebes as relações como se elas estivessem sempre por um fio.
Como se fossem tão frágeis e delicadas, que a qualquer momento pudesse ruir ou estilhaçar.
Creio que deverias ter mais confiança nos vínculos que estabeleces, pois se as ligações forem tão indefesas como acreditas ser, poderíamos afirmar que o "amor" sucumbe até com um simples vento.
Sou diferente de ti neste ponto.
Faço poucas ligações intimistas na vida, mas sou muito crente delas.
Gostaria de que fosses mais tranquilo e confiante neste aspecto.
E de que te assegurasses mais da solidez dos seus enlaces na vida.
Na verdade estou a te dizer que está tudo tão tranquilo!
Estou bem junto de ti... 
Portanto, fiques bem, benzinho...




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